terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Quando decidi ser mãe


Não sei ao certo quando decidi ser mãe. Apenas decidi. Não com base em experiências comprovadas. Nenhuma leitura teria me ajudado nesse momento. Tudo que eu lia era muito simplista. Mostrava apenas como era bom ser mãe. A maior das dádivas.

A não ser minha mãe, ninguém mais me alertou do quanto seria difícil. De que teria mais coisas negativas do que positivas, mas as positivas parecem superar. Achava que ela apenas não gostava de ser mãe. Mas ela estava certa.
Ninguém me avisou o quanto seria difícil amamentar, passar todas as noites acordadas (pelo menos até hoje, 3 anos e 11 meses depois, ainda não dormi uma noite inteira). Como é difícil ter um filho doente. Como nos sentimos incapazes quando dizemos o que não pode ser feito e eles vão lá e fazem.

No máximo algumas pessoas diziam: "Ah, vale a pena. Quem vai te ajudar quando estiver velha?". Sempre me assustei com isso. Nunca quis ter um filho para que ele cuidasse de mim na velhice ou em qualquer tempo. Não queria ter um filho para cobrar o que já fiz por ele. Sempre pensei que se eu decidisse ser mãe, era minha obrigação prover o que fosse necessário para sua formação pessoal e moral, sem esperar nada em troca. Essa necessidade de agradecimento que muitos pais esperam, só gera frustração.

Não dá pra ter filho pensando em algo em troca. Não funciona assim.

A maternidade e a paternidade não são feitas somente de coisas boas, de coisas lindas e agradáveis.  É tudo muito difícil. Uma vida de tentativas e erros. Um mistério  cuja resposta deve estar bem escondida.  Um misto de amor, culpa, carinho, impotência. É meio como brincar de Deus, só que diferentemente Dele, somos humanos e erramos muito. Às vezes por ignorância, mas na maioria tentando acertar.

Realmente decidir ter um filho é a decisão mais difícil e importante que alguém pode tomar. Se colocarmos no papel os prós e contras, realmente não valerá a pena. 

Mas ter um filho não é uma simples equação. Vai muito além. Só saberá quem se arriscar a ter. 

Bruna Bragatto.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O que eu tenho não me pertence, embora faça parte de mim...





"O que eu tenho não me pertence, embora faça parte de mim. Tudo o que sou me foi um dia emprestado pelo Criador para que eu possa dividir com aqueles que entram na minha vida. 


Ninguém cruza nosso caminho por acaso e nós não entramos na vida de alguém sem nenhuma razão. Há muito o que dar e o que receber; há muito o que aprender, com experiências boas ou negativas. Tente ver as coisas negativas que acontecem com você como algo que aconteceu por uma razão precisa. 

E não se lamente pelo ocorrido; além de não servir de nada reclamar, isso vai te vendar os olhos, dificultando assim, continuar seu caminho. Quando não conseguimos tirar da cabeça que alguém nos feriu, estamos somente reavivando a ferida, tornando-a muitas vezes bem maior do que era no início. Nem sempre as pessoas nos ferem voluntariamente. Muitas vezes somos nós que nos sentimos feridos e a pessoa nem mesmo percebeu; e nos sentimos decepcionados porque aquela pessoa não correspondeu às nossas expectativas. E sabemos lá quais eram as nossas expectativas? Decepcionamo-nos e decepcionamos outras pessoas também. Mas, claro, é bem mais fácil pensar nas coisas que nos atingem. 

Quando alguém te disser que te magoou sem intenção, acredite nela! Vai te fazer bem. Assim, talvez, ela poderá entender quando você, sinceramente, disser que "foi sem querer". Dê de você mesmo o quanto puder! Sabe, quando você se for, a única coisa que vai deixar é a lembrança do que fez aqui. Seja bom, tente dar sempre o primeiro passo para a reconciliação, nunca negue uma ajuda ao seu alcance, perdoe e dê de você mesmo. Seja uma bênção a todos que o cercam! Deus não vem em pessoa para abençoar, Ele usa os que estão aqui dispostos a cumprir essa missão. Todos nós podemos ser Anjos. A eternidade está em nossas mãos. Viva de maneira honrada, para que quando envelhecer, você possa falar só coisas boas do passado e sentir assim, prazer uma segunda vez ... e ter a certeza de que quando você se for, muito de você ainda fique naqueles que tiveram a boa ventura de te encontrar".


Chico Xavier

imagem do blog: hospitalespiritualdomundo

sábado, 15 de dezembro de 2012

Tudo tende ao fracasso

Sempre que digo minha mais conhecida frase: "tudo tende ao fracasso", as pessoas mais sonhadoras dizem que estou sendo pessimista. Isso é uma falsa verdade. Não sou o exemplo de otimismo, acho que apenas sou realista.

Quando digo isso, é porque realmente acredito. O fracasso é mais simples. É meio como a química. Os átomos, moléculas se  rearranjam a fim de buscar um equilíbrio, um estado de mais baixa energia.

O fracasso é assim. É ficar parado. Não agitar suas moléculas.
Para sair do estado de fracasso e atingir suas metas, é preciso gastar ATP, dar energia à vida, se mexer. Tem que ser entrópico! Acabar com esse estado de equilíbrio que não nos faz seguir. Um estado de inércia que chega a cansar.

É preciso força pra mudar. É preciso sair do lugar. E isso pode gerar frustrações, tristezas. Você tem que se levantar várias vezes e tentar seguir.

Realmente tudo tende ao fracasso. É matemático, físico e químico. Mas como todos sabem, o que mais existe na química??? São as exceções. Seja uma delas e fique feliz!!

Bruna Bragatto.

Sawabona / Shikoba - Novo Jeito de Amar.




Não preciso dizer nada.
O vídeo fala tudo.

Ficar procurando nossa felicidade em qualquer lugar que não seja dentro de nós mesmos, só nos trará frustração, tristeza, amargura...

Vivamos felizes com nossa própria companhia. Afinal, não há ninguém que combine mais com a gente do que a gente mesmo!!

#etenhodito

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Apresentação

Como primeiro post, não tenho assunto específico.  Apenas estou aqui para me apesentar. 

Vamos fazer como sites de relacionamento, afinal um blog é uma forma de relação:

Sou alta e loira, mas de nada disso adianta, porque tenho cérebro.  Isso costuma incomodar e não atrair. Não sou mais inteligente que ninguém. Apenas aprendi a questionar.  E tenho opiniões que muitas vezes divergem do senso comum.

Não sou anarquista, comunista ou qualquer outra denominação.  Apenas falo o que penso e isso, por vezes, gera repercussão.... e cansa!!  Como cansa!!

Aceito críticas, mas não esperem que eu dê valor a elas.  Apenas quando feitas de maneira educada e escrita com o português legível.  Pessoas com graves problemas léxicos e com ausência de neurônios ou suas conexões não costumam me dar o trabalho de respondê-las. Como diria o profeta Jaiminho: prefiro evitar a fadiga!!!

Sou farmacêutica-bioquímica, com pós-graduação em Hematologia Laboratorial. Sou mãe de dois lindos príncipes que defendo até não querer mais. Sou quase cake designer. Doces são minha especialidade culinária..

Sou filha, irmã, prima, amiga... e irônica, sarcástica e com comentários, muitas vezes, ácidos.
Tenho um leve grau de TOC, mas nada muito grave.

Gosto de gente bem resolvida, com senso de humor e inteligente. Odeio ter que explicar uma piada.

Mas o mais importante que tem para saber sobre mim é que meu senso de humor não é comum. Meu senso de vida e minha forma de vê-la não é comum.

Se não estiver preparado para ler algo que te deixe desconfortável, aqui não é o seu lugar! Pegue seu livro do Paulo Coelho (nada contra você, Paulo) e vá ler coisas que te deixe zen, pois comigo, definitivamente isso não acontecerá.

Embora que algumas vezes, eu posto algo para as amigas se sentirem mais animadas, mas não tem muito a ver com frases cuniculares.. rs rs

Falo sobre qualquer assunto.  Não gosto de pessoas limitadas.  Não gosto muito de limites.

E sempre termino meus textos, como alguns já acompanham pelo facebook, com #etenhodito, #prontofalei.

#prontofalei.

Agora é sua vez!!!

Aceitando sugestões para o próximo!!!

Hasta la vista, baby!